domingo, 11 de março de 2007
Rapidinha
Descobri que minha ex-namorada é republicana... so um republicano prefere a guerra à amizade...
sexta-feira, 2 de março de 2007
Tênis ou Frescobol.... (Rubem Alves)
Depois de muito meditar sobre o assunto, concluí que os relacionamentos são de dois tipos: há os relacionamentos do tipo tênis e há os relacionamentos do tipo frescobol. Os relacionamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e sempre terminam mal. Os relacionamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche com a qual concordo inteiramente. Dizia ele; "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com prazer com essa pessoa até sua velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte como no filme "O Império dos Sentidos". Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava suas palavras como se fossem música.
A música dos sons ou da palavra é a sexualidade sob a forma de eternidade; é o amor que ressuscita sempre depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo...", Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". É na conversa que nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
O tênis é um jogo feroz, seu objetivo é derrotar o adversário. E sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do adversário e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado para fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como uma ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir...
E o que errou pede desculpas e o que provocou o erro se sente culpado.
Mas não tem importância: começa-se de novo esse jogo delicioso em que ninguém marca pontos...
A bola: nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destrui-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem.
E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche com a qual concordo inteiramente. Dizia ele; "Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria capaz de conversar com prazer com essa pessoa até sua velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte como no filme "O Império dos Sentidos". Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava suas palavras como se fossem música.
A música dos sons ou da palavra é a sexualidade sob a forma de eternidade; é o amor que ressuscita sempre depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "Eu te amo...", Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". É na conversa que nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
O tênis é um jogo feroz, seu objetivo é derrotar o adversário. E sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do adversário e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado para fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como uma ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir...
E o que errou pede desculpas e o que provocou o erro se sente culpado.
Mas não tem importância: começa-se de novo esse jogo delicioso em que ninguém marca pontos...
A bola: nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras.
Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destrui-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem.
E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...
Marcadores:
amizade,
amor,
prazer,
relacionamento,
saudade
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
O que Realmente dói quando perdemos alguem?
Quando um relacionamento acaba o sofrimento é inevitável, mais ainda quando algo foi intenso. Mas o mais importante enquanto sofremos é saber identificar exatamente o que sentimos..... Ver que na maioria das vezes o final do relacionamento já se desenhava e que as coisas já não estavam tão boas.
Nas rupturas por traição (de qualquer tipo) um sentimento de raiva e decepção são tão fortes que.... pasmem é mais fácil lidar com o fim do que quando algo esta bom e derrepente acaba. Sem um porquê sem uma razão clara. As pessoas são cruéis nesse ponto alguém que quer terminar sempre tem uma rasão mas nem sempre quer falar.
Mas posso dizer para vc que não foi a ruptura que faz sofrer, e sim o fato de essa pessoa que estava comigo, agora poder estar com alguém, perder algo que é nosso, NOSSO carinho, NOSSO ombro, NOSSO relacionamento. Isso é que dói...
Hoje olho o ultimo relacionamento e vejo que minha dor foi puro egoismo.
Eu via minha namorada... Alguem cheio de defeitos que eu estava disposto a ignorar em prol de um investimento em carinho.
O investimento não teve retorno....
Essa foi a razão do meu sofrimento...
E só.
Nas rupturas por traição (de qualquer tipo) um sentimento de raiva e decepção são tão fortes que.... pasmem é mais fácil lidar com o fim do que quando algo esta bom e derrepente acaba. Sem um porquê sem uma razão clara. As pessoas são cruéis nesse ponto alguém que quer terminar sempre tem uma rasão mas nem sempre quer falar.
Mas posso dizer para vc que não foi a ruptura que faz sofrer, e sim o fato de essa pessoa que estava comigo, agora poder estar com alguém, perder algo que é nosso, NOSSO carinho, NOSSO ombro, NOSSO relacionamento. Isso é que dói...
Hoje olho o ultimo relacionamento e vejo que minha dor foi puro egoismo.
Eu via minha namorada... Alguem cheio de defeitos que eu estava disposto a ignorar em prol de um investimento em carinho.
O investimento não teve retorno....
Essa foi a razão do meu sofrimento...
E só.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Viver sem Respostas
A gente divide a vida com alguém mas tem que saber preservar sua própria identidade, mas na dose certa. Porque importa também em sacrifícios pela outra pessoa agradar alguém.
Qual a dose certa? Qual a diferença entre estar com alguém e se apoiar (emocionalmente) em alguém? Esse apoio tem que existir em certo nivel senão não existe relação....
O discurso é sempre o mesmo, conserve a sua individualidade, seja carinhoso, não pareça fraco... O problema é: essas coisas são compativeis? Qual a dose certa???? Quando dizer que ama (quando sente ou quando for conveniente...)
Viver a dois é um exercicio de viver sem respostas.
Qual a dose certa? Qual a diferença entre estar com alguém e se apoiar (emocionalmente) em alguém? Esse apoio tem que existir em certo nivel senão não existe relação....
O discurso é sempre o mesmo, conserve a sua individualidade, seja carinhoso, não pareça fraco... O problema é: essas coisas são compativeis? Qual a dose certa???? Quando dizer que ama (quando sente ou quando for conveniente...)
Viver a dois é um exercicio de viver sem respostas.
Marcadores:
amor,
decepção amorosa,
dúvida,
namoro,
saudade,
sexo,
sofrer,
sofrimento
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Carta para Mari
terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Será o ciume só vaidade - (Post 6 - 23/01/07)
Guilherme de Almeida era chamado de "O Principe dos poetas" ele tinha um jeito intenso de falar de amor, ingênuo e ao mesmo tempo incisivo.
Ele fala do ciume assim:
O Ciume
Minha melhor lembrança é esse instante no qual
Pela primeira vez me entrou pela retina
Tua silhueta provocante e fina
Como um punhal.
Depois, passaste a ser unicamente aquela
Qua a gente se habitua a achar apenas bela
E que é quase banal.
E agora que eu tenho em minhas mãos e sei
Que os teus nervos se enfeixam todos em meus dedos
Que os teus sentidos são cinco brinquedos
Com que brinquei;
Agora, que não mais me és inédita, agora
Que eu compreendo que tal como te vira outrora
Nunca mais te verei;
Agora que de ti, por muito que me dês,
Já não me podes dar a impressão que me deste,
A primeira impressão que me fizeste,
Louco, talvez,
Tenho ciúme de quem não te conhece ainda
E, cedo ou tarde, te verá, pálida e linda pela primeira vez!
O ciume é um mal. Na maioria das vezes cria situações desconfortáveis, brigas discuções desconfianças, injustiças e en suas formas patológicas até neuroses e crimes.
Mas ao mesmo tempo o ciúme é uma prova, uma prova de amor, pois só se sente ciumes daquilo que se teme perder.
Eu sou ciumento em certas circunstâncias (que atire a primeira pedra quem não tem pecado!) , e nem sempre circunstâncias lógicas.
Não consigo ver nenhum bem no ciume, mas confesso aqui que gosto quando demonstram ciúme de mim (não ciúme de barraco nem de discussão.(um prazer egoista, sádico talvez...)
O ciume gostoso vem quando acontece sem querer, ( o ciume provocado é golpe baixo e não se faz isso com quem se ama. ) quando passa aquela menina linda (gostosa... o que quer que seja) do meu lado de surpresa.
Eu sei que ela é bonita, minha namorada sabe que ela é bonita, e eu olho... rapido... mas ela nota.... e fica quieta...
A noite ela vira: "Você olhou para aquela moça né?"
Você diz: Olhei; ela era bonita...
Ela faz aquele bico e quase solta um xingo... mas se contém.
Daí vc vê aquela cara contrariada, aquele bico, lê aquele monte de pensamentos na cabeça dela e vê... que nem se lembra mais do rosto (bunda, peito....whatever) da moça. Você so consegue ver aquele rosto lindo ao seu lado contrariado porque vc a feriu...
Então você se enche de remorso pede desculpas e diz olhando em seus olhos o quanto a ama! (e é a mais pura verdade!)
Marcadores:
ciume,
ciúme,
dor,
namoro,
relacionamento,
romance,
romantismo
Assinar:
Postagens (Atom)
Novo! - pesquise aqui a WEB ou Postagens do Blog
