"Amar é um dos verbos mais difíceis de se conjugar: o seu passado não é perfeito, seu presente apenas indicativo; e o futuro é sempre condicional." (Jean Cocteu)"

quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu era feliz e sabia:


Na minha infância as coisas que me faziam feliz eram:
Hora do recreio, cachorro quente no lanche, sanduíche de bolacha Mabel com requeijão, brincar no jardim Carlos Gomes, subir em árvore, com meus amigos e ficar conversando cada um no seu galho, fazer carrinho de rolemã e descer a toda até capotar, voltar ralado para casa e fugir que nem doido da mãe que tentava passar Merthiolate (que ardia pra dedéu naquela época).

Na TV tinha também o “Mundo Animal” programa que passava na globo as 11h antes do programa de desenhos que começava às 11h30 e se chamava “Globo & Cor” (passavam desenhos como "Zé Colméia", "Leão da Montanha" e "Coelho Ricochete")

Eu era parte de uma turma na rua: O Clube dos Cinco, éramos Eu, os irmãos Julio e Rodolfo, o Nando que era o menorzinho e a irmã mais velha dele e única menina a Daniela. Passávamos as tardes na rua, brincávamos de pega-pega, policia e ladrão, esconde-esconde. Eu sempre fui o "gordinho" da turma sempre e fui bastante "zoado", tanto na escola quanto na turma, mas isso so me fez buscar e me impor por outros atributos, explorei minha curiosidade, li muito e até hoje sempre encontro gente daquela época que me chame chame de "barsa" (referência à enciclopédia).

Tínhamos um clube de correspondência que foi anunciado no jornal infantil “Globinho” apresentado pela Paula Saldanha, (que nada tem a ver com a “TV Globinho” de hoje).  Na terça e na quinta feira as 16h tinha "Batmam", e às segundas "Mulher Maravilha" com a Linda Carter (que foi a minha primeira grande paixão).

Tínhamos nossas bicicletas: todas “envenenadas” pintadas, e invariavelmente raladas como nossos joelhos. Tínhamos “esconderijos” onde escondíamos nossos “tesouros” (geralmente brinquedos, desenhos etc). Chamávamos esses lugares de base (base1, base 2 até 5). Entravamos no mato. Pisávamos em formigueiro e bebíamos agua da torneira das casas.

Uma vez descobrimos um buraco em que havia se formado um lamaçal. Entramos até a cintura e ficamos lá andando na lama por horas... Voltamos cobertos de lama ate o ultimo fio de cabelo para horror de nossas mães.
Tempos depois, na parte de cima da rua, mudaram-se uns meninos mais velhos que logo se tornaram “rivais” pelo domínio da rua. Volta e meia a gente se provocava. O que acabou culminando na “guerra das pedradas” em que o pobre Rodolfo levou a pior e abriu o supercílio.
Depois disso as turmas se juntaram havia os irmãos Daniel e Marco, André, Bilú e o Amaury (que eram mais velhos).

Haviam os bailinhos que aconteciam assim: todo mundo conversava mas nunca se misturavam meninos e meninas.
Quando começava a tocar musica lenta. Era automático: os meninos iam para um lado e meninas pro outro. Os meninos suavam frio, ninguém queria ser o primeiro a pedir para dançar. Quando alguém tomava finalmente coragem já tinha rolado umas duas musicas... Depois do primeiro vc tinha que ser rápido para que ninguem pedisse a menina que vc estava de olho...

Eu pessoalmente gostava das mais altas para tirar uma casquinha com a orelha. Hehehe.
Resumindo uma infância feliz!
(vejam as aberturas do Globo&Cor e do Globinho aqui: http://www.youtube.com/watch?v=QrykvzjgzxE )
O importante é curtir.

PS: (Hoje Júlio e Rodolfo casaram e fazem carreira em multinacionais, Fernando, trabalha com turismo, Daniela em fisioterapia e casou, Daniel e Marco administram os imóveis da familia, Bilu trabalha com venda de automóveis, e Amaury é um fotografo de sucesso.)

2 comentários:

Luciana Dimarzio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana Dimarzio disse...

Pois é, Dú, éramos felizes sim e sabíamos disso! Lembro de você nessa época, pois meu irmão André sempre me contava sobre suas artes, hehehehe...Grande Artista Dú Badaró desde cedo!!!
Parabéns pelo blog e sucesso!
Beijos

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